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Autor Tópico: O cantinho dos Liberais  (Lida 58191 vezes)

Reg

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #120 em: 2018-08-19 12:43:14 »
https://expresso.sapo.pt/economia/2018-08-18-Portugal-e-um-pais-bastante-a-esquerda-1#gs.2RvghFY

O português que foi considerado o melhor economista europeu, em entrevista.

e quem o diz e de  esquerda  onde vive
« Última modificação: 2018-08-19 12:43:56 por Reg »
Democracia Socialista Democrata. igualdade de quem berra mais O que é meu é meu o que é teu é nosso

D. Antunes

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #121 em: 2018-09-02 22:10:08 »
ENTREVISTA
"A mais eficiente crítica ao globalismo neoliberal não veio da esquerda mas da direita"
Quinn Slobodian é professor de História no Wellesley College (EUA), especialista em história alemã, em movimentos sociais.

JOSÉ PEDRO MONTEIRO e MIGUEL BANDEIRA JERÓNIMO 2 de Setembro de 2018, 8:45 Partilhar notícia


Quinn Slobodian é professor de História no Wellesley College (EUA), especialista em história alemã, em movimentos sociais, especialmente nos anos 1960, e na história intelectual do neoliberalismo. É autor de Foreign Front: Third World Politics in Sixties West Germany (2012) e, mais recentemente, de Globalists: The End of Empire and the Birth of Neoliberalism (2018).

No seu inovador Globalists, escrutina o papel de actores menos conhecidos na institucionalização do neoliberalismo. Em que medida é que esta sua abordagem nos permite compreender melhor a “ordem global” nas últimas décadas?
A história mais familiar do neoliberalismo é bem capturada na capa do seminal livro de David Harvey, A Brief History of Neoliberalism (2005). Nela vemos quatro caras: Ronald Reagan, Deng Xiaoping, Augusto Pinochet e Margaret Thatcher. Associamos essas caras aos momentos em que assumiram o poder, todos nos anos 1970 ou no início dos anos 1980. Cada um deste líderes rompeu com um consenso generalizado em torno da social-democracia, dos sindicatos e da justiça redistributiva que prevaleceu desde 1945. Sem dúvida que o que Thatcher chamou “rolling back the state” foi sempre a implantação de um novo tipo de Estado. O Estado neoliberal já não vê o seu papel como responsável pela condução da economia nacional rumo ao emprego seguro, aos direitos dos trabalhadores e à igualdade material. Pelo contrário, o novo objectivo foi o de implantar políticas de emprego flexíveis e direitos empresariais, com desigualdade material como efeito colateral inevitável.

Cada uma destas caras constitui um exemplo proeminente do neoliberalismo em acção. O primeiro drama foi Esquerda versus Direita e capitalismo autoritário versus um capitalismo-providência mais tendencialmente socialista. Algumas histórias caracterizam o neoliberalismo como um projecto nacional que só se globalizou mais tarde, nos anos 1980 e 1990, através do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Nesta narrativa, os conflitos iniciais são locais e só depois se tornam internacionais. O meu livro argumenta precisamente em sentido contrário. Eu mostro que os pensadores neoliberais não começaram a pensar a nação e depois a economia mundial. Começaram com o mundo, de facto.

E quais foram as principais dinâmicas históricas por detrás desse processo?
Os neoliberais dos anos 1930 foram abalados pela revolução russa, pela crise bolsista de 1929 e pela Grande Depressão. Temiam acima de tudo que a interdependência global fosse interrompida por projectos de autarcia nacional e por tentativas de auto-suficiência. Nos anos 1950 e 1960, estavam outra vez aterrorizados com a possibilidade economia mundial se segmentar e até de ser estilhaçada pelos esforços das nações pós-coloniais para proteger as suas economias nacionais e criar as suas próprias indústrias. A principal preocupação dos neoliberais foi a de advogar um enquadramento que protegesse os direitos do capital e salvaguardasse condições de comércio livre e ainda a circulação de capital sem restrições numa escala global – objectivo que perseguiram, muitas vezes sem sucesso, da Sociedade das Nações ao direito internacional dos investimento e à Organização Mundial do Comércio.

E o que é que o olhar global permite ver melhor?
A vantagem desta perspectiva global é que ela revela o quão importantes foram acontecimentos fora da Europa e da América do Norte na definição do pensamento e das recomendações políticas neoliberais desde os anos 1930. Coloca África, a Ásia e a América Latina numa história em que elas surgem frequentemente mais tarde no tempo, ou seja, no caso isolado do Pinochet e dos seus conselheiros formados na Universidade de Chicago ou no período do “ajustamento estrutural” dos anos 1980.

O meu livro mostra que devemos compreender o neoliberalismo, primeiro, como um projecto preocupado com a protecção das condições de interdependência económica global. O fim dos impérios, primeiro, depois da Primeira Guerra Mundial, na Europa Central e no Próximo Oriente e, depois, na Ásia e em África, depois da Segunda, foi a ameaça existencial que moldou o neoliberalismo. Contar a história como sendo uma de nações e líderes nacionais perde de vista este ponto essencial.

Porque entende ser importante analisar criticamente, de um ponto de vista histórico, a longa genealogia do neoliberalismo? E como se reflecte isso no presente e nas possibilidades de futuro?
O maior desafio para académicos que trabalham a questão do neoliberalismo tem que ver com as formas promíscuas e contraditórias com que o termo foi usado por académicos e activistas no último quarto de século. “Neoliberalismo” é usado tantas vezes como um epíteto tão genérico que muitos académicos acabam por concluir que não tem qualquer significado. Aliás, os académicos também podem ser acusados, em parte, de para isso terem contribuído. Amiúde, neoliberalismo é usado para definir uma forma universalizada, altamente carregada em termos valorativos, de capitalismo, com um poder quase místico sobre as nossas vidas. É a ideia que “engoliu o mundo”, como o The Guardian lhe chamou recentemente. Juntamente com outros historiadores, entendo que esta definição maximalista de neoliberalismo não ajuda e é tão generalista que perde qualquer utilidade analítica. Ao invés de ver o neoliberalismo como a negação radical da regulação económica, eu vejo-o como uma forma de regulação económica entre outras. Apesar do que alguns proclamam, não é a única variedade de capitalismo que nos resta. É uma variedade de capitalismo que tem muitos concorrentes. Descrever o presente como a “era neoliberal” ou a “idade neoliberal” não dá crédito suficiente à grande diversidade de economia política que ainda existe.

Por isso se esforça por compreender com um corpus heterogéneo de ideias e políticas?
Há diferenças substantivas mesmo no seio do pensamento neoliberal. Algumas pessoas escreveram sobre a Escola da Virgínia do neoliberalismo, que inclui personalidades como James M. Buchanan e Gordon Tullock, e que está maioritariamente preocupada em desenhar constituições ideais que previnam a interferência de políticos no mercado. Outros escreveram sobre a Escola de Chicago de Milton Friedman e Gary Becker, que está mais preocupada com a política monetária e a utilização de análises custo-benefício para estruturar políticas públicas. O meu livro propõe uma nova categoria, a da Escola de Genebra, para descrever aqueles pensadores neoliberais, incluindo F. A. Hayek, Gottfried Haberler, Wilhelm Röpke e Lionel Robbins, que estavam mais preocupados com as questões relacionadas com a ordem económica internacional e o problema das instituições supranacionais.

Sendo preciso acerca do que entendemos por neoliberalismo – e a que tipo de neoliberalismo nos estamos a referir – é um modo de preservar o termo para usos políticos e académicos. Não deixámos de usar termos como “socialismo” ou “liberalismo” apesar de serem frequentemente definidos de formas tão marcadamente distintas. Isto significa simplesmente que temos de ser claros acerca das nossas categorias.

 A ideia de que o capitalismo precisa de ser defendido da democracia é um dos principais argumentos em muitos círculos económicos e políticos. Quão rigoroso é o argumento hoje, dados os múltiplos sinais de de-globalização e crescente nacionalismo económico?
Muitos académicos, antes e depois de mim, têm escrito acerca da emergência de instituições no último meio século que isolam os decisores políticos de pressões democráticas para garantir o que é visto como sendo políticas económicas necessárias mas frequentemente dolorosas. Exemplos disto incluem bancos centrais, autoridades portuárias, e tribunais de arbitragem entre disputas entre investidores e o Estado.

A Europa testemunhou esta dinâmica em acção durante a crise da Eurozona quando a chamada troika da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional impuseram políticas a países como a Grécia sem grande atenção ao sentimento democrático local.
A minha preocupação no Globalists foi mostrar que essas instituições construídas para proteger – ou, como lhes chamo, revestir – o fluxo de bens e capitais através das fronteiras sempre tiveram um calcanhar de Aquiles. Faltava-lhes precisamente o ingrediente que tem ajudado as instituições a sobreviver durante décadas na era moderna: legitimidade democrática.

Podemos ver um sintoma precoce desta crise de legitimação nos protestos em massa em Seattle que boicotaram o encontro ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) apenas quatro anos após esta ter sido criada. Podemos ainda vê-lo na rejeição da Constituição Europeia nos referendos em França e nos Países Baixos em 2005. Oo ainda no crescente ressentimento relativo à União Europeia durante a crise da Eurozona. E, claro, no voto pelo Brexit e na eleição de Trump em 2016.

Como olha para essa sequência de processos?
Aquilo a que estamos a assistir agora é uma ampla rejeição do objectivo de “despolitização” das relações económicas, como muitos neoliberais lhe chamam.

Porquê?
Muitos dos líderes políticos mundiais já não sentem necessidade de prestar tributo, mesmo que de modo instrumental, aos desígnios dos direitos humanos, do estado de direito, e do mercado livre como acontecia no passado. Isto não é uma forma de capitalismo menos agressiva do que a lhe antecedeu mas é diferente do neoliberalismo que descrevo no meu livro, que é caracterizado por um compromisso doutrinário com instituições supranacionais, comércio livre, livre investimento, e a ausência de vontade de retoricamente romper a divisão entre o mundo da propriedade, ou dominium, e o mundo dos Estados, ou imperium.

Hoje, o mundo do comércio internacional e, num grau menor, da finança, está a ser repolitizado de forma estridente. Para surpresa de alguns, a mais eficiente crítica ao globalismo neoliberal não veio da esquerda mas da direita. Teremos de aguardar para ver no que a actual onda de mobilização capitalista, com o seu crescente ênfase na soberania nacional, se transforma. É certamente muito cedo para dar o multilateralismo como morto ou assumir que algo como uma “deglobalização” é uma realidade. Como o século XIX – frequentemente catalogado como a “primeira era de globalização” – nos mostrou, um volume de comércio internacional elevado e crescente pode facilmente coexistir com tarifas crescentes. Usar tarifas deve ser visto como uma táctica da globalização mais do que a sua negação.

Um argumento fundamental do livro é o de que as instituições internacionais foram seminais na edificação de uma nova ordem global. Estas instituições podem ser transformadas por dentro?
Durante décadas, líderes norte-americanos atacaram essas instituições quando elas não serviam os seus propósitos e elogiavam-nas quando o faziam. Há quase uma natureza cíclica neste padrão de denúncia e reabilitação.

A verdadeira questão é se um programa progressista ou de esquerda pode ser incluído na próxima vaga de reabilitação. Vemos algumas pessoas fazerem reivindicações aparentemente idealistas para que os direitos laborais ou a protecção ambiental sejam protegidos a um nível supranacional. Seguramente é difícil imaginar isto no presente mas a verdade é que instituições como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que reivindicam direitos laborais globalmente, existem desde há um século, e houve projectos inspiradores de consciencialização ambiental e de mudança comportamental, desde a década de 1970 até ao final da década de 1980. Estes projectos representam futuros que não se realizaram e aos quais devemos sempre regressar.

Enquanto há vários partidos que congregam apoios, na Europa e alhures, opondo-se à migração e reclamando fronteiras fechadas, houve também muitas pessoas que se voluntariaram para ajudar refugiados em 2015 e depois e que acreditam sinceramente na causa das fronteiras abertas. Os últimos estão apenas à espera do seu veículo político.

Nós, historiadores, somos personagens contraditórias. Por um lado, tendemos a ser bastante pessimistas acerca do destino do mundo e frequentemente diagnosticamos um declínio generalizado, mas, por outro, sabemos através do estudo do passado que resultados imprevistos são quase a norma e que o futuro raramente pode ser previsto com segurança. Por isso tendemos a mantermo-nos como optimistas melancólicos.

Na sua investigação sobre a história do que chama Archipelago Capitalism, Vanessa Ogle aborda a história dos vários espaços extraterritoriais, não regulados e regimes de economias offshore. Como é que se encaixa na sua história da evolução da ordem económica internacional?
Devemos lembrar-nos que o núcleo do projecto neoliberal é o que eles denominaram de federalismo competitivo. Como refiro ao longo do livro, o direito verdadeiramente importante é o direito de partir, não o direito de ficar. Se o capital conseguir preservar direitos de saída, então isso significa que uma estrutura legal forte que proteja esses direitos do capital pode abrir espaço para uma competição evolucionária, como alguém como Hayek pensaria nela. A mesma coisa que os críticos apelidariam de “race to the bottom” seria visto como complexidade adaptativa evolucionária pelos seus apologistas. Assim, a proliferação de zonas de escape em paraísos fiscais e Zonas Económicas Especiais, e zonas francas de todos os tipos podem parecer ser esforços para sabotar uma ordem económica legal internacional mas, dependendo de como cada um entende o desígnio máximo dessa ordem legal, os primeiros podem trabalhar com ela e não contra ela.

No que toca à relação entre globalização e liberalismo, nas suas múltiplas formas, incluindo a “neo”: devem ser vistos como dois processos inseparáveis, como frequentemente são?
Não creio que globalização e liberalismo (neo ou outro) sejam processos inseparáveis. Acho perfeitamente imagináveis modelos do que poderíamos chamar globalização iliberal ou não liberal. Poderiam assumir múltiplas formas. Uma seria uma sociedade global não democrática de direito privado como é imagina por alguns anarco-capitalistas. Implicaria a eliminação do governo representativo e a resolução de todas as disputas através de arbitragem por uma terceira parte.

O modelo de globalização promovido pela China representa outra possibilidade, classificada como “capitalismo de Estado” por alguns académicos. Aqui a tónica é colocada na ligação estreita entre estado e interesses privados sem qualquer possibilidade de processos de tomada de decisão colectiva para além de plebiscitos pro forma.

O sistema chinês é claramente compatível com o comércio globalizado. Na minha opinião, eliminar a democracia, como aconteceria nos modelos libertário radical e de capitalismo de estado radical, seria romper com o liberalismo. O liberalismo pode por vezes abordar a democracia como um problema mas nunca procura a sua abolição completa. A democracia, no entanto, não é necessária para a globalização.

Houve caminhos não percorridos e soluções que não vingaram durante o lento mas gradual processo de institucionalização do neoliberalismo. Pode referir alguns destes momentos e porque falharam?
Um exemplo que é hoje particularmente relevante é o dos direitos de propriedade intelectual. Alguns dos primeiros neoliberais como Fritz Machlup, Hayek e Michael Polayni opunham-se aos direitos de autor e às patentes, vendo-os como monopólios de um tipo pernicioso. O conhecimento, uma vez criado, pode ser reproduzido sem gerar escassez. Reclamar posse exclusiva era produzir ineficiência. Nesta interpretação, alguns dos primeiros neoliberais estavam, na verdade, em sintonia com os líderes de países do Sul Global que, de forma semelhante, acreditaram que o conhecimento, especialmente na forma de fórmulas farmacêuticas, investigação científica, material impresso e, mais tarde, software, deviam circular livremente.

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Hoje, a protecção global dos direitos de propriedade intelectual é um dos assuntos mais debatidos na economia global. Está no centro, por exemplo, da actual disputa entre os EUA e a China. Todavia não havia qualquer direito económico internacional vinculativo sobre direitos de propriedade intelectual até à criação da OMC em 1995. Parte desta mudança foi o exercício puro do poder “corporativo” das indústrias farmacêuticas, de vestuário e de entertainement norte-americanas, mas parte dele foi também o resultado a mudança dos neoliberais face às patentes, especialmente em torno da Escola de Chicago.

Houve recentemente uma conferência na British Academy, em que esteve presente, para debater Neoliberalismos Globais. Quais os principais aspectos a reter?
Um dos resultados mais interessantes foi um ainda maior questionamento daquilo que é dado por adquirido como sendo o modelo de difusão do neoliberalismo. Normalmente, pensamos no liberalismo como que a espalhar-se pela Europa de Leste e pela União Soviética como uma onda depois da queda do muro de Berlim. Investigadores como Johanna Bockman e Tobias Rupprecht demonstraram como esta ideia é enganadora. Na verdade, havia economistas e reformadores dentro do bloco soviético que, muito antes de 1989, discutiam Hayek, Buchanan e outros. Eles não estavam interessados na harmonia entre democracia e capitalismo, que se tornaria o credo dos neoconservadores americanos como Francis Fukuyama depois de 1989, mas sim na questão de como se poderiam obter os benefícios do capitalismo ao mesmo tempo que se suprimia o potencial disruptivo da democracia. Como pôr os mercados a funcionar sem eleições multipartidárias?

Neste sentido, a interacção do bloco soviético com o neoliberalismo estava a empurrá-lo para o modelo da China e não para o dos EUA. O que se nota quando se olha para a recepção do neoliberalismo globalmente é que frequentemente o conceito-chave em consideração não é o capitalismo mas sim a democracia. Quanto pode a democracia ser suprimida sem destruir o milagre dos mercados? Este devia ser visto como o principal desafio intelectual do neoliberalismo, especialmente no século XXI.
“Price is what you pay. Value is what you get.”
“In the short run the market is a voting machine. In the long run, it’s a weighting machine."
Warren Buffett

“O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm."
René Descartes

JohnyRobaz

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #122 em: 2018-09-04 14:21:04 »
Caso algum dos neoliberais foristas tenha visto o programa "Tudo é Economia" da RTP, na parte relativa à discussão sobre a disparidade salarial nas empresas do PSI20, gostaria de saber a opinião sobre o assunto, essencialmente considerando que os pequenos accionistas têm palavra zero em relação a esta situação. Será que faz sentido um CEO ganhar mais que 155x a média dos seus trabalhadores? Será que é justo? Será que a sua produtividade compensa tal disparidade, ou o mercado livre (que não é assim tão livre visto os pequenos accionistas não terem palavra) não funciona assim tão bem quanto isso? Será que estes cargos e salários são obtidos mais por força de relações de poder e influência política e económica, ou pelo puro mérito de trabalho e produtividade?

PS - Será que o CEO dos CTT merece mesmo o que ganha?

Cumps!

Reg

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #123 em: 2018-09-04 14:24:32 »
Na CGD  são acionistas e não piam

nas outras podem deixar ser acionistas

isto do ponto vista de ser acionista pequeno unica coisa podem fazer e vender e comprar outra empresa no mercado livre

de qualquer forma  a pior coisa acionista e ter empresa mal gerida e sem mercado

Exemplo futebol e pior coisa ser acionista..gastam dinheiro todo no trabalhador e chefe....resto fica xuxar no dedo

mesmo assim no mercado livre..... ha pequenos compram accoes benfica , sporting e porto ???.... 

e sistema pouco efeciente mas  muito melhor  que alternativas... alternativa e obrigar toda gente ser acionista a força no socialismo sem nunca ver dividendos sequer como na CGD




« Última modificação: 2018-09-04 14:50:40 por Reg »
Democracia Socialista Democrata. igualdade de quem berra mais O que é meu é meu o que é teu é nosso

kitano

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #124 em: 2018-09-04 14:51:39 »
Caso algum dos neoliberais foristas tenha visto o programa "Tudo é Economia" da RTP, na parte relativa à discussão sobre a disparidade salarial nas empresas do PSI20, gostaria de saber a opinião sobre o assunto, essencialmente considerando que os pequenos accionistas têm palavra zero em relação a esta situação. Será que faz sentido um CEO ganhar mais que 155x a média dos seus trabalhadores? Será que é justo? Será que a sua produtividade compensa tal disparidade, ou o mercado livre (que não é assim tão livre visto os pequenos accionistas não terem palavra) não funciona assim tão bem quanto isso? Será que estes cargos e salários são obtidos mais por força de relações de poder e influência política e económica, ou pelo puro mérito de trabalho e produtividade?

PS - Será que o CEO dos CTT merece mesmo o que ganha?

Cumps!

Há muitas situações onde as coisas podem ficar avariadas, dai os modelos de governance e as comissões de remuneração serem importantes para impedir tais situações.
Mas na verdade ninguém obriga os pequenos acionistas a serem acionistas de uma empresa onde não têm voz e onde o governance está avariado.

Não queria entrar em casos concretos, mas por exemplo na jeronimo martins ou sonae onde há muitas queixas sobre essas discrepâncias é importante compreender que a maioria dos colaboradores são, por exemplo, operadores de caixa - o que é uma actividade muito pouco diferenciada e para a qual a mão de obra disponível é muitas vezes superior à oferta disponível para cargos melhor remunerados.

É também fundamental compreender que as pessoas aceitam a função e a remuneração de forma voluntária.
Pelo que as alternativas seriam certamente piores.
"Como seria viver a vida que realmente quero?"

Zenith

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #125 em: 2018-09-04 18:47:08 »
Caso algum dos neoliberais foristas tenha visto o programa "Tudo é Economia" da RTP, na parte relativa à discussão sobre a disparidade salarial nas empresas do PSI20, gostaria de saber a opinião sobre o assunto, essencialmente considerando que os pequenos accionistas têm palavra zero em relação a esta situação. Será que faz sentido um CEO ganhar mais que 155x a média dos seus trabalhadores? Será que é justo? Será que a sua produtividade compensa tal disparidade, ou o mercado livre (que não é assim tão livre visto os pequenos accionistas não terem palavra) não funciona assim tão bem quanto isso? Será que estes cargos e salários são obtidos mais por força de relações de poder e influência política e económica, ou pelo puro mérito de trabalho e produtividade?

PS - Será que o CEO dos CTT merece mesmo o que ganha?

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Já falei disso num post anterior e relatei o que num programa da TV (no periodo mais agudo da crise) o F. Sarsfield Cabral contou acerca da evoluação do rácio de salários numa empresa.

Citar
Já aqui referi (na verdade ouvi do F. Sarsfiled Cabral), que o JP Morgan, que não ficou na história como sendo o amparo e grande protector dos pobres (mas sim como um robber baron), achava que para haver paz social, numa empresa o racio entre o salario mais alto e mais baixo não deveria exceder 13 (provavelmente ganhar num me o que mais baixo ganhava num ano  com mes de bonus). Com decorrer do tempo esse racio em vez de ser maximo passou a ser media, com o P. Drucker passou para 30 e agora realmente temos valores de 1000, 10000. Isso não tem justificação nenhuma como foi visto na PT, como foi visto no BES, como se comprovaria facilmente na EDP. Substituindo Catroga a ganhar 600.000 por ano por um trabalhador qq, nem 0,1% de variação de lucros existiria.

As comissões de remuneração funcionam como clube. Integram gestores que votam a remuneração de alguém que mais tarde poderá estar a votar a sua própria remneração.




Automek

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #126 em: 2018-09-04 18:56:36 »
Por acaso deste um exemplo com o qual não concordo "Substituindo Catroga a ganhar 600.000 por ano por um trabalhador qq, nem 0,1% de variação de lucros existiria."
O Catroga não foi lá metido a ganhar 600K por acaso. Era a "ponte" entre a EDP e o governo. Isto só é possível porque o poder discriccionário do estado (ou seja, dos seus governantes) infelizmente vale muito dinheiro em determinados mercados.

Aliás, isto mostra bem o modus operandis (que antes era mais fácil pq o governo era PSD).
https://www.youtube.com/watch?v=ZL4TZoJE7fk

Tridion

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #127 em: 2018-09-04 19:35:20 »
Caso algum dos neoliberais foristas tenha visto o programa "Tudo é Economia" da RTP, na parte relativa à discussão sobre a disparidade salarial nas empresas do PSI20, gostaria de saber a opinião sobre o assunto, essencialmente considerando que os pequenos accionistas têm palavra zero em relação a esta situação. Será que faz sentido um CEO ganhar mais que 155x a média dos seus trabalhadores? Será que é justo? Será que a sua produtividade compensa tal disparidade, ou o mercado livre (que não é assim tão livre visto os pequenos accionistas não terem palavra) não funciona assim tão bem quanto isso? Será que estes cargos e salários são obtidos mais por força de relações de poder e influência política e económica, ou pelo puro mérito de trabalho e produtividade?

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Estes é que a sabem toda:

Switzerland votes against cap on executive pay

Ter um povo a votar contra medidas destas, porque percebem que é preferível viver ao lado dos muito ricos do que os afugentar, com a consequência de mais pobreza para todos, faz-me pensar que estão num patamar evolutivo superior à média europeia. E de nós portugueses, a anos-luz...

Os melhores portugueses devem ter-se mudado todos para a Suiça  :)
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Zenith

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #128 em: 2018-09-04 20:16:09 »
Caso algum dos neoliberais foristas tenha visto o programa "Tudo é Economia" da RTP, na parte relativa à discussão sobre a disparidade salarial nas empresas do PSI20, gostaria de saber a opinião sobre o assunto, essencialmente considerando que os pequenos accionistas têm palavra zero em relação a esta situação. Será que faz sentido um CEO ganhar mais que 155x a média dos seus trabalhadores? Será que é justo? Será que a sua produtividade compensa tal disparidade, ou o mercado livre (que não é assim tão livre visto os pequenos accionistas não terem palavra) não funciona assim tão bem quanto isso? Será que estes cargos e salários são obtidos mais por força de relações de poder e influência política e económica, ou pelo puro mérito de trabalho e produtividade?

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Estes é que a sabem toda:

Switzerland votes against cap on executive pay

Ter um povo a votar contra medidas destas, porque percebem que é preferível viver ao lado dos muito ricos do que os afugentar, com a consequência de mais pobreza para todos, faz-me pensar que estão num patamar evolutivo superior à média europeia. E de nós portugueses, a anos-luz...

Os melhores portugueses devem ter-se mudado todos para a Suiça  :)

Só contas metade da história.
Esse referendo foi em 2013 e vem no seguimento de outro realizado no mesmo ano (um ou dois meses antes), numa iniciativa chamada "Contra as remunerações abusivas". O que foi à votação e aprovado com 67,9% dos votos incluía a obrigatoriedade das remunaerçãoes serem votadas em assembleia, proibição de prémios de saída ou entrada, prémios pela venda ou compra de outras empresas. obrigatoriedade de inclusão nos estatutos da politica de preimios e participação em resultados.
Os suiços realmente estão num patamar superior porque perceberam o problema e tomaram medidas. Algumas propostas foram aceites outras não.

Tridion

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #129 em: 2018-09-04 20:40:32 »
Zenith falávamos de um ponto em particular. O referido no titulo do artigo.

Eu sou da opinião que todos os negócios devem ser feitos pela positiva, e como tal também não gosto de ver conselhos de administração a decidirem em causa própria. 
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JohnyRobaz

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #130 em: 2018-09-04 23:03:06 »
Caso algum dos neoliberais foristas tenha visto o programa "Tudo é Economia" da RTP, na parte relativa à discussão sobre a disparidade salarial nas empresas do PSI20, gostaria de saber a opinião sobre o assunto, essencialmente considerando que os pequenos accionistas têm palavra zero em relação a esta situação. Será que faz sentido um CEO ganhar mais que 155x a média dos seus trabalhadores? Será que é justo? Será que a sua produtividade compensa tal disparidade, ou o mercado livre (que não é assim tão livre visto os pequenos accionistas não terem palavra) não funciona assim tão bem quanto isso? Será que estes cargos e salários são obtidos mais por força de relações de poder e influência política e económica, ou pelo puro mérito de trabalho e produtividade?

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Estes é que a sabem toda:

Switzerland votes against cap on executive pay

Ter um povo a votar contra medidas destas, porque percebem que é preferível viver ao lado dos muito ricos do que os afugentar, com a consequência de mais pobreza para todos, faz-me pensar que estão num patamar evolutivo superior à média europeia. E de nós portugueses, a anos-luz...

Os melhores portugueses devem ter-se mudado todos para a Suiça  :)

Ok, eu também não votaria a favor de limitar o CEO a receber 12 vezes o salário MAIS BAIXO da empresa, mas daí a ir-se buscar isso em contraponto a casos em que ganham 155x o salário MÉDIO da empresa, que sentido faz?

E para além do valor absurdo, o mais incrível é o que este evoluiu nos últimos anos:

"Quase um milhão de euros. É a remuneração média dos presidentes executivos das empresas do PSI 20. Este valor aumentou mais de 40% nos últimos três anos, reflexo dos maiores lucros obtidos pelas empresas da bolsa. E é 46 vezes mais alto do que o custo médio que as cotadas têm com os seus trabalhadores. Há três anos essa diferença era de 33 vezes.

No total, os presidentes executivos (CEO) do PSI 20 levaram para casa quase 16 milhões de euros no ano passado, mais 4,6 milhões que em 2014. Em média, cada um ganhou 996 mil euros brutos, o que compara com uma remuneração de 708 mil euros há três anos, segundo cálculos do DN/Dinheiro Vivo, baseados em dados constantes nos relatórios e contas das empresas, e que englobam remunerações fixas, variáveis, prémios e encargos com fundos de pensões.

Mas não foram apenas as remunerações dos responsáveis máximos a aumentar. As dos outros elementos dos conselhos de administração também. No total, o custo com estes responsáveis das empresas subiu 43%, ascendendo a 57,5 milhões de euros. São mais 17 milhões do que há três anos.

Já o custo médio assumido pelas empresas com cada funcionário ficou praticamente estagnado: 21,7 mil euros anuais. Excluindo o setor do retalho, que tem os salários mais baixos, o custo médio com cada funcionário é de 32 mil euros, uma descida de 2,7% face a 2014. Os números contabilizam todos os custos com pessoal (remunerações, prémios, outros encargos e indemnizações). E não incluem a Pharol e a Sonae Capital, já que não têm um número significativo de trabalhadores."



E atenção, um dos pontos que tentei focar mais com isto é: não seria melhor cada accionista poder votar certas questões, como por exemplo esse limite. Ou mesmo o salário de um determinado CEO, ou uma qualquer decisão realmente estratégica, mesmo com um peso relacionado ao seu percentual da empresa, e mesmo sendo minúsculo? Vivemos na era informática, não seria nada de mais. Se fosse preciso, colocava-se um mínimo de tempo em posse de acções da empresa para excluir especuladores de curto prazo. É que há coisas que mesmo o mais liberal gostaria de ver assegurado: o seu direito de propriedade, o seu pequeno peso na empresa da qual é accionista. E para as respostas "quem não gosta, vende as acções", nem parece de direita. Se o Estado vos decidir cobrar um IMI absurdo nas casas que alugam a outros, também dizem "se assim for, vendo as casas", ou mesmo para o caso dos que acham este país assim tão péssimo, "se quiserem emigrem". Não me parece que seja uma forma séria de encarar os problemas, a não ser que acreditem mesmo que o Estado nem regulador deve ser, e mais, nem o Estado nem os pequenos accionistas. Mas pronto, sejamos todos livres...

Reg

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #131 em: 2018-09-04 23:11:24 »
Na tugalandia
As empresas tem sede noutros paises...
mesmo start ups estão bolsas de outros paises
ou pedem dinheiro banco......ficam fora bolsa... ( maioria)


o PSI 20 não falta muito esta psi 10 .....

para mim mais chateia estar pagar 600 mil cardona so fazer ponte entre estado sem burrocracias com chineses

estamos  no pais mais comunista da europa

isso altos salarios dos ceos e problema de quem tem muitas empresas privadas em bolsa... o que não e nosso caso sequer   Infelismente  :'(
« Última modificação: 2018-09-04 23:20:43 por Reg »
Democracia Socialista Democrata. igualdade de quem berra mais O que é meu é meu o que é teu é nosso

kitano

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #132 em: 2018-09-04 23:20:44 »
A tua analogia entre ter ações/ter casas para alugar não faz sentido.

Tens que compreender que ser acionista de uma empresa é acima de tudo estar alinhado com o modelo de negócio que determinada empresa leva a cabo. Não é necessário concordar com tudo mas pelo menos com a globalidade.
Se não gostamos ou não acreditamos do modelo de negócio de uma empresa então o correto será mesmo não ser dono dessa empresa.

Onde é que isso cruza com o estado a cobrar IMIq

"Como seria viver a vida que realmente quero?"

Reg

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #133 em: 2018-09-04 23:28:22 »
quando paquistanes  compra accoes apple quer la saber salario do CEO

quer e comprar  posição para ganhar com vendas Iphone porque acredita no produto e empresa  :D
« Última modificação: 2018-09-04 23:29:09 por Reg »
Democracia Socialista Democrata. igualdade de quem berra mais O que é meu é meu o que é teu é nosso

JohnyRobaz

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #134 em: 2018-09-04 23:32:32 »
A tua analogia entre ter ações/ter casas para alugar não faz sentido.

Tens que compreender que ser acionista de uma empresa é acima de tudo estar alinhado com o modelo de negócio que determinada empresa leva a cabo. Não é necessário concordar com tudo mas pelo menos com a globalidade.
Se não gostamos ou não acreditamos do modelo de negócio de uma empresa então o correto será mesmo não ser dono dessa empresa.

Onde é que isso cruza com o estado a cobrar IMIq

Então mas o accionista não deve ter uma palavra a dizer na estratégia da empresa, ou pelo menos nas regalias que os seus empregados têm? Só alguns? A analogia é a de usar o "quem está mal, mude-se", com o qual não concordo, e pode aplicar-se em várias coisas, tem tudo a ver com as regras do jogo.

Sinceramente achas que é meritório o salário de alguns CEO's portugueses? Achas que é um valor de mercado, ou que é resultado do mercado livre e da mão invisível? Claro que não é. E sim, o lobbying existe e para mim é do maior lixo que entope o desenvolvimento da economia livremente, para além da burocracia excessiva, claro.

Reg

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #135 em: 2018-09-04 23:36:15 »
o problema são contratos fazem  isso mete medo  tipo   falencia da  PT

se fosse so mamar um salario grande..sem roubalheira era o mal menor

mas e mesmo assim se empresa e mal gerida e vender comprar concorrencia....não vão ser politicos/comissoes igualdade salarial etc que salvam a falta efeciencia no longo prazo

unica coisa pode mudar destino uma empresa e trocar CEO mas sem  maioria capital para pequenos mais vale vender mesmo porque não podem tirar......
« Última modificação: 2018-09-05 00:19:37 por Reg »
Democracia Socialista Democrata. igualdade de quem berra mais O que é meu é meu o que é teu é nosso

Automek

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #136 em: 2018-09-05 15:17:19 »
Eu só acrescentaria que o Nazismo e o Fascismo são os únicos realmente proibidos em muitos países.
« Última modificação: 2018-09-05 15:19:12 por Automek »

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #137 em: 2018-09-05 15:28:42 »
continuas a seguir os rubizinhos...  ;D
“Our values are human rights, democracy and the rule of law, to which I see no alternative. This is why I am opposed to any ideology or any political movement that negates these values or which treads upon them once it has assumed power. In this regard there is no difference between Nazism, Fascism or Communism..”
Urmas Reinsalu

Automek

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #138 em: 2018-09-05 15:39:01 »
Eu percebo o teu ponto (eu também fiquei incomodado com o RBI e, pior, dizerem que não tem custos  ;D), mas convenhamos que nada é perfeito e estes ao pé da mediocridade alternativa dão uma abada de 20 a zero.
Ou, pronto, como não são perfeitos, será uma goleada de 19-1  :D

vbm

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Re: O cantinho dos Liberais
« Responder #139 em: 2018-09-05 17:09:38 »
Eu só acrescentaria que o Nazismo e o Fascismo são os únicos realmente proibidos em muitos países.

A razão é serem ideologias que animaram políticos de países que declararam guerra, mundial,
a todos que não foram neutrais. Perderam essa guerra, e as democracias parlamentares
instauradas nesses países, proibiram constitucionalmente essas ideologias,
como por exemplo, a França, - e Portugal também depois do derrube
do regime anterior. No caso dos países de Leste, a ocupação
militar da URSS, uma das potências que derrotou
a Alemanha e a Itália, além dos Aliados,
só permitiu a instauração de
democracias populares,
sem base eleitoral
e com o poder
controlado,
por clique
dirigente.