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Rendibilidade

Da Thinkfn

A rendibilidade é o acréscimo patrimonial (ou decréscimo, se negativa) que deriva de uma aplicação financeira. Geralmente mede-se como sendo uma percentagem do capital aplicado, e temporalmente tende a referir-se a um ano.


Índice

Rendibilidade simples

\mbox{R}=\frac{\mbox{Valor_{final}}}{\mbox{Valor_{inicial}}} - 1


Rendibilidade anualizada

As rendibilidades apresentadas são geralmente anuais (um pouco como as taxas de juro). Assim, quando estamos perante uma rendibilidade que respeite a um período inferior ou superior, é normal ajustar essa rendibiiidade ao prazo em que todas costumam ser apresentadas - o ano.

De notar que em rendibilidades por períodos inferiores a um ano, isso pode resultar numa distorção da realidade muito forte, pelo que geralmente não se recomenda a sua apresentação anualizada (inclusive, em gestão de portfolios em Portugal, é proibido faze-lo).


De períodos inferiores a um ano, para um ano

Sendo a rendibilidade inferior por um período inferior a um ano, e querendo uma pessoa anualiza-la, terá que a capitalizar, um regime de juro simples ou composto (em composto, os retornos são reinvestidos).

Regime simples

No regime simples, a rendibilidade do período menor é simplesmente multiplicada pela relação entre a dimensão do período em que foi alcançada, e a totalidade do ano (por exemplo, se a rendibilidade respeitar a um semestre, será multiplicada por 2. Se respeitar a um trimestre, será multiplicada por 4).

\mbox{R_{anual}}=R_{periodo} \times \frac{\mbox{Numero\ de\ periodos\ no\ ano}}{\mbox{Periodo}}


Por exemplo, rendibilidade de 1% atingida em 20 dias.

\mbox{R_{anual}}=0.01 \times \frac{\mbox{365}}{\mbox{20}}
\mbox{R_{anual}}=0.1825
Ou seja, a rendibilidade anualizada é de 18.25%


Regime composto

No regime composto, pressupõe-se que o investimento seria renovado com capital e juros em cada período, pelo que iria usufruir da capitalização do retorno.

Assim,

\mbox{R_{anual}}=(1 + R_{periodo})^{\frac{\mbox{Numero\ de\ periodos\ no\ ano}}{\mbox{Periodo}}} - 1


Por exemplo, rendibilidade de 10% atingida num trimestre.

\mbox{R_{anual}}=(1 + 0.10)^{\frac{\mbox{4}}{\mbox{1}}} - 1
\mbox{R_{anual}}=1.10^{4} - 1
\mbox{R_{anual}}=0.4641
Ou seja, a rendibilidade anualizada é de 46.41%


De períodos superiores a um ano, para um ano

Quando a rendibilidade respeita a um período de vários anos, regral geral ela é convertida numa rendibilidade anual usando-se um regime de juro composto.

Assim, é necessário resolver a seguinte equação em ordem a R, que será a rendibilidade anual:

\mbox{Valor_{final}}=Valor_{inicial} \times (1 + R)^{Numero\ de\ anos}


Rendibilidade de uma empresa

A rendibilidade de uma empresa geralmente mede-se comparando um dos resultados (operacional, EBITDA, resultado líquido), a uma quantidade de capital usado para o produzir. Por exemplo, o activo (que corresponde ao capital alheio + capital próprio), o capital próprio, a capitalização bolsista ou o enterprise value.

Destas formas de medir a rendibilidade podem surgir vários rácios, como o ROA (Return on assets), que mede a rendibilidade dos activos, ou o ROE (Return on equity), que mede a rendibilidade do capital próprio.


Rendibilidade de uma carteira

A rendibilidade de uma carteira é complicada pelo facto de que podem existir entradas e saídas de capital durante o período em que se mede a rendibilidade. É necessário por isso um critério para saber como estas afectarão a rendibilidade, de outra forma, poder-se-ia modelar a rendibilidade com entradas e saídas estratégicas de capital (por exemplo, uma entrada na conta de montante igual ao inicial, quando esta tivesse caído para 0 - uma rendibilidade de -100% - transformaria essa rendibilidade em -50%).

O critério mais geralmente aceite para lidar com estas entradas e saídas, é o Time-weighted return (TWR), onde a rendibilidade é calculada ao longo do tempo expurgando-se os efeitos das entradas e saídas.


Ver também

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