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Mapa de cash flow

Da Thinkfn

O Mapa de cash flow, demonstração dos fluxos de caixa ou mapa de tesouraria complementa a informação do Balanço e da Demonstração de resultados ao ilustrar os fluxos de dinheiro na empresa, segundo uma perspectiva diversa da contabilidade em que regista custos e proveitos quando estes são gerados, e não quando geram movimentos de dinheiro (o que muitas vezes, acontece posteriormente).[1]

Índice

Vantagens

A diferença entre os mapas "tradicionais" e o mapa de cash flows é importante, porque muitas vezes a expansão da actividade dita uma expansão contínua das necessidades de fundo de maneio ou de investimento de tal forma que um negócio que nas demonstrações tradicionais parece excelente pelos seus fantásticos resultados, na geração efectiva de dinheiro pode ser extremamente fraco. Isto acontece porque a expansão de rúbricas como clientes ou existências não tem virtualmente impacto nos resultados líquidos reportados por um negócio, mas facilmente absorve toda a liquidez gerada pelo negócio. Da mesma forma, o investimento em capex tem um impacto muito maior na liquidez gerada por uma empresa do que o seu impacto nos resultados via amortizações. Aliás, a fraude da Worldcom baseava-se essencialmente nessa realidade ao reclassificar despesas correntes como capex.

De modo inverso, é possível que uma empresa que tenha passado por uma expansão inusitada do fundo de maneio ou um investimento pesado em capex, esteja agora em condições de gerar mais cash flow do que faria normalmente, e os mapas do balanço e demonstração de resultados não reflictam essa realidade.

Por último, o mapa de cash flow permite identificar atempadamente situações graves de ruptura de tesouraria que podem levar à falência de uma empresa. É importante que mais do que a falência técnica, a ruptura de tesouraria é normalmente o principal motivo de falência, sendo que muitas empresas caem na falência ainda com valor contabilístico (capitais próprios) positivos.

Tipos de cash flow

O mapa de cash flow divide-se em 3 tipos de fluxos, provenientes de:

  • actividades operacionais;
  • actividades de investimento;
  • actividades de financiamento.

Conjuntamente, estes três fluxos permitem explicar a variação de caixa e seus equivalentes.

Modelo típico

Segue-se um modelo do quadro tradicional de um mapa de cash flows:

Actividades operacionais 
+ Recebimentos de clientes 
- Pagamentos a fornecedores 
- Pagamentos ao pessoal
= Fluxo gerado pelas operações 
+/- Pagamentos/recebimentos do IRC 
+/- Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional 
= Fluxo gerado antes das rubricas extraordinárias 
+ Recebimentos relacionados com as rubricas extraordinárias 
- Pagamentos relacionados com as rubricas extraordinárias 
= Fluxo das actividades operacionais 
Actividades de investimento 
+ Recebimentos provenientes de investimentos financeiro, imobilizações corpóreas e
  incorpóreas, subsídios de investimento,juros e proveitos similares, dividendos, etc.  
- Pagamentos respeitantes a investimentos financeiros, imobilizações corpóreas e incorpórea, etc. 
= Fluxo das actividades de investimento 
Actividades de financiamento 
+ Recebimentos provenientes de empréstimos obtidos, aumentos de capital, prestações 
  suplementares, subsídios e doações, venda de acções ou quotas próprias, 
  cobertura de prejuízos 
- Pagamentos respeitantes a empréstimos obtidos, amortizações de contratos de locação 
  financeira, juros e custos similares, dividendos, redução do capital e prestações 
  suplementares, aquisição de acções ou quotas próprias,etc . 
= Fluxo das actividades operacionais

Ver também

Links relevantes

Referências