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El Murciélago

Da Thinkfn

O morcego (El Murcielago) é uma autêntica descoberta. Conhecido após vários anos de investigação, pode-se considerá-lo como uma figura de análise técnica no mercado financeiro. No entanto, esta figura é muito mais do que apenas uma ferramenta de análise técnica. A sua potência, rentabilidade e os indícios de predição fornecidos em todo o ciclo, são tão valiosos que é certamente uma figura técnica muito proveitosa.

El Murcielago

Um primeiro aspecto que a distingue das restantes, é que esta figura permite sair e entrar próximo dos máximos e mínimos, e deste modo aproveitar a elevada volatilidade das cotações.

Um segundo aspecto é que não só nos adverte da direcção imediata do mercado, mas também indica as duas ondas seguintes.

Um terceiro aspecto é que anuncia movimentos rápidos e voláteis, que oferece uma boa rentabilidade num curto espaço de tempo.

Por fim, tem um bom nível de confiança. Acerta com elevada percentagem.

Os Morcegos costumam formar-se no fim de um ciclo, normalmente na última Onda de Elliot de tendência ascendente, pelo que, concluída a última onda, teremos uma ideia muito próxima de como e onde irá terminar este ciclo.

Isto permite-nos não só evitar as grandes correcções, mas aproveitá-las, e livra-nos do elemento de surpresa, pois adverte-nos que irá produzir uma acentuada correcção que ninguém esperava, seguido de novo movimento (forte) em sentido contrário, impedindo assim os investidores de posicionar-se no sentido adverso, em movimentos de grande amplitude.

O morcego é sempre precedido por um movimento forte, de subida continuada, pelo que ocorre já na fase especulativa. Pode-se dizer que é o movimento correctivo necessário para a última onda de Elliot. A onda final da subida.

Os Morcegos voam sempre nos momentos de máxima de volatilidade e, costumam desconcertar os investidores em constante mudança de opinião, que passam de Bull a Bear, e de Bear a Bull do dia para a noite, porque, na realidade, o mercado alterna dias de forte subida continua, com dias forte descida continua.

Produzida a subida violenta, há finalmente uma paragem do movimento ascendente inicial com uma correcção moderada e, de seguida, pequenos movimentos em ambas as direcções, numa fase de distribuição indefinida, numa altura em que os investidores irão hesitar se a grande correcção vai iniciar ou vai reiniciar o movimento ascendente. Formam-se a cabeça e/ou as orelhas.

É nesta indefinição, em distribuição, quando o mercado volta novamente com força suficiente para restabelecer a optimismo e, em seguida, sem dificuldade testa os anteriores máximos formando o topo da segunda asa. Forma-se um duplo topo.

É quando volta a confiança da retoma da subida está de volta e quando menos se espera, que uma correcção rápida e vertiginosa, surpreende todos os investidores bullish, impedindo-os de sair a preços que pareciam consolidados. Tratava-se efectivamente de distribuição e começa a descida impulsiva. Forma-se a segunda asa.

Os morcegos são fáceis de medir na profundidade da descida, sendo geralmente simétricos, embora possa havê-los inclinados. O habitual é medir do topo das asas aos mínimos da distribuição, onde se forma a neckline. Mede-se a distância dos máximos à neckline, tal como na figura “Cabeça e Ombros”, sendo a correcção, a distância calculada multiplicada por 1, 618. O objectivo da descida será a projecção medida a partir da neckline.

Deve-se advertir que, sendo esta a regra geral, esta deve ser complementada pela contagem das ondas Elliot, para assegurarmos o valor do objectivo da descida, porque já se comprovou que pode não atingir o objectivo calculado, por defeito ou por excesso se tivermos uma contagem de onda 4 no meio.

Quando assim o é, o ponto de chegada costuma ser uma zona de acumulação. É conveniente fazer uma recontagem de ondas de Elliot na descida, assim como procurar indicadores técnicos, tais como MACD para voltar a entrar no momento oportuno.

De qualquer forma, o morcego possui um seguro de vida para corrigir qualquer erro na entrada: o mercado finalmente inverte, e novamente em grande velocidade, mas não tanto como na descida, para surpresa dos investidores, volta a fazer novos máximos.

Nos mercados fortes, com tendência de subida, uma vez superados anteriores máximos, as cotações permanecem acima em larga amplitude, continuando o ciclo de subida. No entanto nos mercados fracos, com tendência de descida, onde recentemente já se verificaram algumas pequenas correcções, tende a formar um máximo de pequena amplitude e de rápida inversão. Como toda excepção à regra, encontram-se (poucos) morcegos como padrões terminais, sem recuperação posterior, são escassos e estão sempre em posição de onda "B".

Por fim, temos a indicação final. Assim que o mercado faz novos máximos e faz a última onda ascendente, termina o ciclo, e depois, com tempo suficiente, passamos a ter um mercado já bearish, perdendo posições e que não voltará a ser bullish até ao ponto onde terminou a prévia descida vertiginosa, geralmente na parte debaixo da onda quatro imediatamente anterior ao mínimo do morcego.

Os morcegos são tão fiáveis que operam em gráficos de índices e acções, em escala semanal, diária, horária ou até mesmo de minutos, embora nestes casos, a terceira regra descrita deve ser esquecida.

Encontrar um morcego num gráfico intradiário, é como encontrar um tesouro que garante um excelente ganho num curto espaço de tempo e com risco reduzido. Ele é mais fiável, como todos em todas as figuras, quanto mais abrangente e participativo é o produto em que operamos.

Quanto à morfologia do morcego, quando este está em formação, é fácil de intui-lo, pois uma vez finalizada a asa esquerda, começa a formar pequenas ondas, em distribuição, onde se põe em evidência um pique central, tal como uma cabeça e dois laterais em forma de orelhas, onde muitas vezes são bastante simétricos, antes de começar a asa direita que nos dará a confirmação. As orelhas podem ultrapassar a altura da cabeça, ou ainda assim ser inferior a elas.

Por vezes, também se encontram morcegos invertidos, mas, nestes casos, tendem a diluir-se na sua simetria e não respeita algumas das regras descritas.

Por vezes, nas acções com características especiais, especialmente nos morcegos de grande amplitude, o preço pode demorar muito tempo a fazer novos máximos.

Os morcegos que melhor funcionam são formados por gráficos de 30 a 70 velas, entre os máximos das asas, quer em minutos, horas ou dias.

Exemplo

Exemplo do Padrão Técnico:

362008163504 mur2 grande.jpg

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