Belmiro de Azevedo

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Belmiro de Azevedo
Belmiro Mendes de Azevedo é um dos principais empresários portugueses. Nascido em 1938 perto de Marco de Canavezes, é casado e tem três filhos. Foi Presidente dos Conselhos de Administração da Efanor Investimentos-SGPS, SA; Sonae-SGPS, SA; Sonae Indústria-SGPS, SA e Tableros de Fibras, SA (TAFISA).

É presidente e membro de várias associações e conselhos consultivos de universidades portuguesas. É director da Associação para a União Europeia e Monetária.

Em 2008, a fortuna de Belmiro de Azevedo foi avaliada pela revista Forbes em 2 000 milhões de dólares, tornando-o o segundo mais rico de Portugal, atrás de Américo Amorim.[1]

Percurso

1963 Engenheiro Químico - Industrial (UP)

1973 PMD Harvard

1985 Financial Program (Stanford)

Belmiro vem de uma família muito humilde. Com algumas dificuldades - começou a trabalhar muito cedo para pagar os seus estudos - conseguiu ir para a Universidade do Porto e licenciou-se em Química Industrial em 1963.

Em 1973, especializou-se em Gestão de Empresas na Universidade de Harvard (EUA) e frequentou, na Universidade de Stanford, o "Financial Management Programme" (1985).

Nas vésperas do início da guerra colonial (em Angola) Belmiro de Azevedo começou a trabalhar na empresa Efanor, uma empresa de têxteis no Porto, de Manuel Pinto de Azevedo (que também era dono do jornal "Primeiro de Janeiro").

Em 1965, transferiu-se para a SONAE (Sociedade Nacional de Aglomerados e Estratificados), que na altura pertencia a Afonso Pinto de Magalhães.

Em 1985, tornou-se accionista maioritário do grupo SONAE, de que foi director de investigação e desenvolvimento (1965-1967), director-geral e administrador delegado (1967-1984), presidente da comissão executiva (1985-1988) e presidente da direcção (desde 1989).

Os anos 70 e 80 foram muito positivos para a SONAE. Por um lado por causa do 25 de Abril de 1974, por outro por causa do crescimento económico mundial. O que é certo é que gerou milhares de euros.

A SONAE cresceu gradualmente, entrando em diversas áreas de negócio e dominando algumas delas: dos hipermercados às telecomunicações, passando pelos aglomerados de madeira, de que é líder de mercado.

Em finais do anos 80, criou as condições para o surgimento do jornal "Público", que apesar de não se ter revelado um negócio ao nível do que estava habituado, se tornou um órgão de comunicação social de referência na sociedade portuguesa.

Referências

Ver também

Fonte



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