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Autor Tópico: Suiça  (Lida 20276 vezes)

Camarada Neo-Liberal

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Re: Suiça
« Responder #80 em: 2015-12-07 12:05:50 »
a grande vantagem da suica eh que com o sistema de referendos os pseudos como o lark tem menos voz nas politicas
Olhe que não,olhe q não..

Agora a sério, parece que a SUISSA vai deixar de ser o que era.... maus ares se abatem sobre a Europa nos próximos anos!
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The Swiss Senate has passed the resolution to exchange ALL information on anyone who has any assets in Switzerland. They have surrendered their sovereignty to this worldwide effort to destroy the entire global economy because politicians can never run any government efficiently. They are incapable of keeping their hand out of the cookie jar. Power simply corrupts and thus 99% of all wars and revolutions are concerning money. Do we really need to ask when will we ever learn? The Swiss have simply lost their minds for they have abandoned their heritage and might as well have joined the euro since they obey the commands of everyone else anyway.

mas para residentes da suica o sigilo bancario mantem-se

a solucao parece ser cada vez mais ter morada fiscal fora de portugal
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Automek

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Re: Suiça
« Responder #81 em: 2015-12-07 12:08:44 »
parece um enorme tiro no pé porque a grande vantagem da suiça era o sigilo, muito mais do que a segurança.

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Re: Suiça
« Responder #82 em: 2015-12-07 12:12:09 »
foram obrigados... um pais com economia real e isolado do sistema bancario internacional tb nao vai longe

tudo isto serve para apanha a fuga fiscal dentro da classe media-alta, os ricos nao serao afectados
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Batman

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Re: Suiça
« Responder #83 em: 2015-12-22 05:38:16 »
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Cinco portugueses na lista de herdeiros esquecidos dos bancos suíços

Bomdia.eu - Ontem às 23:39

Pelo menos para os portugueses herdeiros das contas bancárias esquecidas nos bancos suíços e com mais de 60 anos. A lista foi agora publicada.

A Suíça, popular na descrição e sigilo bancário em relação aos seus clientes, divulgou uma lista com o nome de contas inativas há mais de seis décadas e com um saldo superior a 460 euros (cerca de 500 francos suíços). Os familiares e herdeiros dos titulares das contas podem agora reaver o dinheiro, uma consequência de uma nova lei suíça sobre contas sem herdeiro, divulgou o Jornal de Negôcios.

A lista (https://www.dormantaccounts.ch/narilo/), publicada pela Associação dos Banqueiros Suíços (ABS) é composta maioritariamente por suíços, mas há pessoas de todo o mundo. No total são mais de 2,6 mil contas de proprietários individuais e entidades, que juntas totalizam cerca de 44 milhões de francos suíços, aos quais se junta o conteúdo de 80 cofres, indicou a ABS.

Ainda existem diversos nomes sem informações sobre a origem ou nacionalidade das contas, mas entre os titulares de contas esquecidas estão pelo menos sete portugueses e estrangeiros a residir em Portugal, sendo que cinco deles têm nacionalidade portuguesa e os restantes têm residência em Portugal.

No entanto, é possível que o número de portugueses na lista seja maior, dada a presença de nomes tradicionalmente portugueses, mas que podem ser também brasileiros.

Esta não é a primeira vez que a Suíça publica listas de contas sem herdeiros. No passado havia partilhado listas de contas com ligações diretas às vítimas do Holocausto.

Agora, após a divulgação dos dados, os possíveis herdeiros têm até cinco anos para se manifestarem. Caso não o façam o dinheiro será entregue ao Governo suíço e os herdeiros perdem o direito de o reclamar.

Se acha que pode estar entre os herdeiros destas contas esquecidas, aconselhamos uma pesquisa extensa, pelas 163 páginas, uma vez que os perfis estão incompletos e a ferramenta de pesquisa pode não ser a mais eficaz.

Quem encontrar um possível familiar segue-se o preenchimento de um formulário que marca o início de um processo de verificação da legitimidade do herdeiro, que se pode estender por vários meses.

O Negócios reuniu a lista de nomes assinalados com nacionalidade portuguesa ou com residência em Portugal.




Titular da Conta Local de Residência Nacionalidade
   
Alvaro Pinto & Cia.Lda. Lisboa Portuguesa
Eugenie Brossy Ribeiro Da Silva Lisboa Suíça
Marie Eugénie de Figueiredo Pereira Não especificado Portuguesa
Mário de Figueiredo Pereira Thiers, França Portuguesa
Mário de Figueiredo Pereira e Marie Eugénie de Figueiredo Pereira Não especificado Portuguesa
Rosa Aurélia de Macedo Lisboa Portuguesa
Anna Hanna Galeazzi Funk Lisboa Italiana
Laura Moroton Mange Lisboa Portuguesa

Se não reconhecer nenhum nome na lista e ainda não é desta que o Pai Natal lhe deixou uma conta bancária, não se preocupe: no próximo ano, quando novas contas completarem 60 anos e assim quebrarem o sigilo, uma nova lista será publicada.
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Re: Suiça
« Responder #84 em: 2016-04-11 11:58:50 »
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Os suíços vão votar o fim da banca como a conhecemos

10 Abril 2016


Uma revolução. É o que os proponentes de um referendo querem fazer. Mesmo que não consigam acabar com a banca como a conhecemos, querem que as pessoas saibam que o dinheiro é criado "a partir do ar".

1Vollgeld. A iniciativa pelo dinheiro inteiro e pela boa moeda
2“Não existe dinheiro eletrónico sem crédito”
3“Ideia tonta”, dizem Ricardo Reis e Paulo Pinho
4A revolução pode chegar também em Portugal?

Quando o seu banco lhe aprova um crédito para a compra de casa, sabe de onde vem o dinheiro que é creditado na sua conta para que possa pagar a casa ao antigo proprietário? A julgar por inquéritos feitos um pouco por toda a Europa, é provável que acredite que esse dinheiro que o banco faz aparecer na sua conta é capital do próprio banco ou corresponde aos depósitos que outros aforradores ali fizeram anteriormente. Ou, talvez, o leitor acredite que se trata de dinheiro que o seu banco foi buscar ao banco central – neste caso, o BCE – para lhe emprestar a si. Na realidade, não é bem assim que as coisas funcionam. Esse “dinheiro de crédito” é criado pelo próprio banco comercial, como que a partir do ar, e sobre aquilo que aparece na sua conta o banco apenas tem de manter uma pequena percentagem como reserva (normalmente depositada no banco central).

É graças a este sistema, a que se chama sistema de reservas fracionárias, que a massa monetária cresce e que acontece a maioria das operações de financiamento das economias. Em termos simples, os bancos criam novos depósitos cada vez que fazem um crédito. Num mundo em que o padrão-ouro não é mais do que uma memória distante, o sistema que existe, e que predomina, há muito tempo que causa arrepios a muita gente. E um devoto grupo de voluntários suíços conseguiu no final do ano passado as 110 mil assinaturas necessárias para que haja na Suíça – um país bem habituado a referendos – uma consulta popular que irá perguntar aos cidadãos se acham que os bancos privados devem ser impedidos de multiplicar as suas reservas e criar dinheiro novo, isto é, dívida nova.

O referendo poderá acontecer dentro de ano e meio – perto do outono de 2017 – e, em caso de vitória do Sim, seria uma espécie de revolução capaz de abalar o sistema financeiro mundial. O Observador conversou com os impulsionadores da Iniciativa Vollgeld — é assim que se chama –, com um membro de um movimento irmão em Portugal e com dois Professores de Finanças e Economia que dizem que estamos perante uma “ideia tonta”.

Os suíços vão ter na ponta de uma esferográfica uma decisão que pode abalar o sistema monetário global.

Vollgeld. A iniciativa pelo dinheiro inteiro e pela boa moeda

Renato Rodrigues, um engenheiro do Ambiente hoje com 31 anos, viu, certo dia, o conhecido documentário Zeitgeist e não quis acreditar. “Pareceu-me tão extraordinário que não acreditei. Bateu-me fundo“, diz, em conversa ao telefone com o Observador. Hoje, é um dos impulsionadores do movimento Boa Moeda (já lá vamos). Como a maioria dos portugueses – “incluindo pessoas com poder decisório, acredito eu” – Renato acreditava que a criação de dinheiro (ou melhor, de crédito) era responsabilidade exclusiva dos bancos centrais e que os bancos privados não eram mais do que intermediários que cobravam juros. A verdade é que, no sistema de reservas fracionárias, o banco central consegue, através da sua política monetária, influenciar o processo de criação de dinheiro mas não o controla diretamente.

E qual é o problema com o sistema em que vivemos, aos olhos dos críticos, sobretudo numa altura em que a maioria do dinheiro é eletrónico e não físico (notas e moedas)?

“O dinheiro soberano é o dinheiro que um banco central coloca em circulação. Neste momento, isto consiste apenas nas moedas e notas em circulação. Este dinheiro legal corresponde a apenas 10% do dinheiro em circulação na Suíça. 90% é dinheiro eletrónico ou dinheiro contabilístico que é criado pelos bancos com o clique de um botão. A maioria das pessoas acredita que o dinheiro que tem nas contas bancárias é dinheiro real — francos suíços, libras ou euros reais –. Isso não é verdade! O dinheiro que está no banco não é mais do que uma responsabilidade do banco para com o aforrador. É uma promessa que o banco faz de que consegue entregar o dinheiro ao aforrador. Não tem, em si, valor de direito legal sobre a moeda nacional (legal tender)”.

Esta explicação é dos impulsionadores da iniciativa Vollgeld, que significa dinheiro inteiro. Dinheiro inteiro em oposição ao dinheiro de crédito, criado pelos bancos comerciais, que apenas têm de guardar uma pequena reserva em relação ao montante emprestado. Renato Rodrigues diz que, hoje, não gosta de ouvir a palavra emprestar, porque não lhe parece ser o melhor vocábulo para descrever o que realmente acontece.

“Não existe dinheiro eletrónico sem crédito”

Ao Observador, um dos economistas ligados ao movimento, Martin Alder, explica que “qualquer dinheiro eletrónico nas nossas contas bancárias é, por definição, fundado em crédito. Contrariamente ao que acontece com o dinheiro físico, não existe dinheiro eletrónico sem crédito. E tendo em conta a necessidade de um aumento da quantidade de dinheiro em circulação para manter as economias a crescer, existe uma necessidade sistémica de, ao mesmo tempo, fazer aumentar as dívidas”. A Vollgeld Initiative quer que apenas o Banco Nacional Suíço possa criar massa monetária e gerir a respetiva quantidade diretamente.

"É sistemicamente impossível reduzir as dívidas sem reduzir o dinheiro eletrónico em circulação. Portanto, nenhuma sociedade conseguirá reduzir o seu endividamento mantendo-se neste sistema monetário de hoje."

Martin Alder, um dos economistas da Vollgeld Initiative.

“O atual sistema de dinheiro de crédito impõe uma necessidade permanente de crescimento exponencial para que consiga pagar os juros — compostos — associados ao dinheiro que está em circulação. Num mundo natural real, não existe crescimento infinito. Mais tarde ou mais cedo, o mecanismo de juros compostos levará ao colapso. Num sistema de Dinheiro Soberano, há um crescimento natural, sintonizado com as necessidades reais. Mesmo uma taxa de crescimento de zero poderia ser sustentável porque não existiriam juros. Este sistema respeitaria as leis na Natureza, que são de um crescimento finito e recursos limitados. Só respeitando as leis naturais básicas é que conseguiremos tornar as economias mais sustentáveis”, diz Martin Alder.

Martin Alder afirma que, “porque o dinheiro eletrónico é fundado em dívidas, alguém tem de responsabilizar-se por essas dívidas e pagar juros por elas. Os bancos comerciais, que criam o dinheiro de crédito, estão a acumular esses juros. Logicamente, há um interesse natural por parte dos bancos para que se aumente cada vez mais o volume de crédito e, assim, do dinheiro de crédito”. Esta é apenas parte do problema, segundo o economista. Além disto, “o facto de os bancos conseguirem criar os seus próprios meios de pagamento, isso leva a comportamentos excessivamente otimistas e fomenta o aparecimento de bolhas” especulativas.

O que o movimento pretende é que “a criação de dinheiro deixe de estar ligada à criação de crédito”. E quer que se abandone esta situação em que alguém que é aforrador torna-se, “necessariamente, credor do banco, forçado a partilhar o risco desse banco”. Martin Alder diz que “os bancos privados devem cumprir o seu papel importante de conceder crédito e receber depósitos, mas não lhes deve ser permitido criar dinheiro por si próprios.

Ou seja, o que a Vollgeld Initiative quer é que os bancos privados aceitem os depósitos de dinheiro real e cobrem pelo serviço de guardar esse dinheiro, o que os aproximaria da imagem de cofres que tinham na banda desenhada do Tio Patinhas. Além disso, os bancos devem, também, conceder crédito mas apenas usando — estritamente — os recursos que os bancos pedem, eles mesmos, emprestado a outros bancos ou ao banco central. Nunca se usariam depósitos para fazer créditos — muito menos multiplicando o valor de reserva fracionária que esses depósitos contêm, quando são transformados em créditos.

“Ideia tonta”, dizem Ricardo Reis e Paulo Pinho

Ricardo Reis, Professor português na Universidade de Columbia, nos EUA, e Paulo Soares Pinho, da Nova – School of Business & Economics, estão de acordo: a proposta que vai a referendo na suíça e o conceito que está na sua base é “uma ideia tonta“.

“A ideia de proibir os bancos de criar dinheiro é tonta. Uma consequência do modelo de democracia direta que os suíços usam é que, por vezes, surgem estas propostas que são muito enganadoras“, diz Ricardo Reis. O académico lembra que “o meu banco cria dinheiro quando me deixa usar o multibanco, ou seja usar um cartão emitido por eles para fazer pagamentos. Ou quando me deixa usar um livro de cheques. Quer a proposta dizer que a partir de agora só posso usar pedaços de papel imprimidos pela Casa de Moeda para fazer pagamentos?”

“Uma consequência do modelo de democracia direta que os suíços usam é que, por vezes, surgem estas propostas que são muito enganadoras”, diz Ricardo Reis, Professor da Universidade de Columbia.

Paulo Pinho vai ainda mais longe nas críticas: “a ideia de que vamos impedir os bancos de criar moeda é uma coisa que não faz sentido algum. É uma proposta um pouco tonta, feita por economistas de gabinete“.

“A moeda que existe é a moeda que é necessária para fazer face às transações da sociedade e fazer face às necessidades de poupança”, diz o Professor da Nova SBE, acusando o raciocínio do Vollgeld de olhar para esta questão apenas pelo lado da oferta e não da procura. No fundo, diz Paulo Pinho, “se os bancos são esterilizados na sua capacidade de criar moeda, a moeda que a procura determina ser a necessária, isso iria criar problemas graves, sobrevalorização da moeda, deflação e acabaria por ter de se encontrar qualquer outra alternativa”.

O Professor da Nova SBE recorda que durante os dois primeiros períodos de intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) foram colocados obstáculos à criação de moeda por parte dos bancos: “o efeito disso foi uma forte procura de crédito não satisfeita, que justificava um sistema de taxas de juro elevadas, e um sistema de crédito que funcionava de forma menos transparente. Só tinha crédito quem tinha amigos na banca e os primeiros a enganar o sistema eram os próprios bancos”. Para Paulo Pinho, “o problema dos bancos internacionais não está na moeda que criam, está nos riscos que tomam“. “Se se mudasse o sistema mas se continuasse a dar aos bancos a moeda que precisam e eles continuassem a correr riscos, o problema era o mesmo”.

"Os bancos não decidem que moeda é que existe - essa moeda é criada porque há necessidade de criar moeda. Para provar que o fator determinante é a procura e não a oferta basta ver que o BCE e outros bancos centrais estão a promover grandes esforços por aumentar a quantidade de moeda [e estimular a inflação] e não conseguem -- é porque não há procura"

Já Ricardo Reis diz que “uma proposta diferente, mais credível mas discutível, seria proibir os bancos de emitirem depósitos sem terem por trás dinheiro no cofre correspondente a 100% do valor dos depósitos”. A ideia a que se refere Ricardo Reis chama-se narrow banking (banca estreita) e é uma velha discussão em Economia. “No sistema atual, os bancos emprestam alguns dos seus depósitos e, como parte destes volta depois a ser depositado, cria-se, assim, dinheiro no sentido em que o valor total dos depósitos na economia acaba por ser maior do que ao número de notas emitidas pela Casa da Moeda”, diz o Professor de Columbia.

Ricardo Reis reconhece que, por um lado, isto “causa alguma da fragilidade dos sistemas bancários” — daí o perigo que é uma corrida aos bancos. “Por outro lado, permite a expansão do crédito e permite que muitos de nós ponham à disposição as suas poupanças para projetos de longo prazo na economia ao mesmo tempo que temos a opção de ir ao banco a qualquer hora e usar os nossos fundos para pagar emergências”, explica. “Esta vantagem parece ser mais importante do que o perigo subjacente e é por isso que nenhum sistema financeiro moderno no último século assentou no narrow banking“.

A revolução pode chegar também em Portugal ?

O referendo suíço e a Vollgeld Initiative enquadram-se num movimento internacional chamado International Movement for Monetary Reform, que tem como ponta de lança o britânico Positive Money. Foi com estas entidades que Renato Rodrigues entrou em contacto depois de o documentário Zeitgeist ter, nas palavras do próprio, “batido fundo”. Estabelecido o contacto, “puseram-me em contacto com outras pessoas e temos estado a tentar a juntar algumas forças. Para já, temos estado apenas a traduzir materiais e procurar atingir massa crítica”, diz Renato Rodrigues, natural de Famalicão mas a viver em Lisboa. Entre os apoiantes do movimento Boa Moeda, que se pode contactar através da página no Facebook, estão outros engenheiros — como Renato — e pessoas de várias áreas. Pessoas ligadas à Economia não há tantas — talvez porque “quem vem de fora não vem com certos dogmas na cabeça“, diz o engenheiro do Ambiente.

“O nosso objetivo é que as pessoas, incluindo decisores, saibam como as coisas funcionam”, afirma Renato Rodrigues. O suíço Martin Alder, um dos voluntários que trabalham para a Vollgeld Initiative, coloca as coisas da seguinte forma: “O sistema do Dinheiro Soberano já é aquele que a maioria das pessoas acredita que existe”. Isto porque “reflete a lógica simples que os humanos têm. A maioria das pessoas fica surpreendida quando se apercebe que a realidade é bem diferente. E quando se lhes explica como as coisas acontecem, consideram o mecanismo pouco transparente, estranho e inspirador de desconfiança“.

Se o sistema que existe hoje - da reserva fracionária - fosse submetido a referendo para que fosse introduzido, certamente seria chumbado

Martin Alder diz que “quanto mais tempo demorarmos a instalar um sistema de Dinheiro Soberano, mais provável é que teremos uma nova crise financeira a atingir-nos. E, aí, pode ser que a sensibilização geral para estes problemas já seja suficientemente forte para que as pessoas se atrevam a votar favoravelmente”. Apesar de o governo suíço ter já emitido um relatório em que se diz contra esta opção, Alder continua a confiar numa mudança e numa vitória no referendo. “E o referendo suíço será observado de perto por outros países, seja qual for o resultado. Se muitas pessoas votarem pela mudança, veremos certamente iniciativas semelhantes noutros países“, afirma o voluntário da Vollgeld Initiative.

E se, pelo menos para já, o referendo for chumbado? “Pelo menos teremos ajudado a promover um debate público sobre o sistema que temos — o que é algo que nunca tivemos”. O economista suíço diz que “só isso já chegará para que os cidadãos comuns estejam mais sensibilizados para os problemas fundamentais. Já estamos a constatar isso: muitas pessoas já começam a olhar para o sistema financeiro e bancário de forma diferente, ainda que possam ter alguma hesitação na altura de o abandonar, pelo menos para já. Mas, eventualmente, os custos irão tornar-se demasiado elevados e a mudança acontecerá. As coisas grandes demoram tempo a acontecer. Roma não foi criada num dia“.

http://observador.pt/especiais/os-suicos-vao-votar-fim-da-banca-conhecemos/
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Re: Suiça
« Responder #85 em: 2016-09-22 07:31:57 »
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Les Suisses sont les champions du monde de l’endettement

Patrimoine Le passif moyen par tête approche les 100 000 francs, le double de celui d’un Américain.

En moyenne, un Suisse est autant endetté que deux Américains.

Zurich, 21.09.2016

Qui l’aurait cru? Loin d’être les petits écureuils de la planète, les Suisses ressortent d’une étude comme les champions mondiaux de l’endettement, avec une ardoise ouverte de 98 340 francs par habitant. En moyenne, un Suisse est ainsi autant endetté que deux Américains, quatre Allemands… ou trente Chinois.

Marchés en berne

Ce qui inquiète l’assureur allemand Allianz, à l’origine de cette étude, c’est que cet endettement tend à être de moins en moins bien compensé par la fortune des Suisses, à cause d’une croissance en rade de la valeur de leur patrimoine. La faute aux banques centrales aux Etats-Unis, en Europe, en Suisse ou au Japon, qui font tourner comme jamais la planche à billets.

Cette politique très expansionniste, estime Allianz, «perd visiblement aussi de son efficacité» et n’arrive plus à soutenir les marchés financiers – principalement les Bourses – «entraînant la disparition d’un important facteur de la croissance du patrimoine des dernières années».

Et comme on le sait en Suisse, le taux d’intérêt négatif sur l’argent placé par les banques auprès de la Banque nationale suisse est transmis par ces dernières à leurs grands clients (entreprises et caisses de pension), tandis que leurs petits clients ne gagnent plus grand-chose, ni sur leur compte d’épargne ni sur leurs avoirs de la prévoyance professionnelle et libre.

Cette baisse de la fortune des Suisses est particulièrement frappante depuis 2007, l’année juste avant l’éclatement de la crise financière. Depuis cette année jusqu’en 2015, la valeur du patrimoine financier net par ménage suisse a augmenté de 4,5%. Le taux de croissance européen moyen s’est établi, lui, à 31%.

Toujours les plus riches

A titre de comparaison, poursuit l’étude d’Allianz, les ménages néerlandais ont, dans la même période – et donc malgré la crise financière et celle de l’euro – pratiquement doublé leurs actifs financiers par tête d’habitant. Les Danois et les Suédois ont eux aussi enregistré une progression de plus de 60%. Seuls deux pays ont connu une évolution aussi faible que celle de la Suisse: l’Italie, où les actifs financiers par tête ont stagné, et la Grèce, où ils ont quasi diminué de moitié.

Si les Suisses se sont enrichis moins rapidement que leurs voisins, ils restent pourtant le peuple le plus riche du monde par habitant. Allianz met à juste titre l’endettement des Helvètes en parallèle avec leur richesse, et ils occupent ainsi le premier rang parmi les 20 pays les plus riches du monde. Leur fortune nette? 185 943 francs par habitant. De quoi dormir encore sur leurs deux oreilles.

(24 heures)
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Re: Suiça
« Responder #86 em: 2017-01-19 20:33:19 »
....nada, como ter tido este, a dormir a uns escassos metros de casa....eh.eh.... :-X


http://www.24heures.ch/vaud-regions/lausanne-region/poids-accueil-dun-super-vip/story/15196460
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Re: Suiça
« Responder #87 em: 2017-06-01 20:58:41 »
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Aldeia suíça proíbe turistas de tirar fotografias



A medida entrou em vigor esta quarta-feira e quem for apanhado a fotografar incorre numa multa
 
2017-06-01 12:44   / IOL.pt
 
Aldeia suíça cria lei polémica que proíbe turistas de tirar fotos

 
Em Bravuogn, uma aldeia suíça na região de Albula, a uma hora de St. Moritz, os turistas estão proibidos de tirar fotografias. A medida polémica foi aprovada após uma votação do conselho local, e implementada com o intuito de evitar que os turistas se sintam injustiçados ou tenham "ciúmes" por não poderem visitar o local.

A partir de quarta-feira, quem for apanhado a tirar fotografias na aldeia, está sujeito a uma multa de 4,50 euros, de acordo com o jornal britânico The Telegraph.

A restrição foi anunciada por uma estância turística local na página online. “A partir de hoje, entra em vigor em Bravuogn uma proibição de fotografar em toda a comunidade. Está cientificamente comprovado que as lindas fotografias das férias nas redes sociais tornam os seus utilizadores infelizes, porque eles próprios não podem estar no local”.

Durante o inverno, a pequena aldeia suíça rodeada por paisagens pitorescas, com uma pista de esqui e com vários trilhos, é um cartão de visita para muitos turistas.

A estância que anunciou esta medida, já eliminou as fotografias das redes sociais e também pretende remover as restantes do site.


Depois da polémica instalada, alguns utilizadores das redes sociais expressaram a sua opinião, “Se isto for verdade, então é a pior piada que já ouvi, e uma razão para nunca mais visitar Bravuogn”.

Outros questionaram a natureza da legislação e afirmaram que se trata de uma campanha de marketing para impulsionar a estância: “Truque de RP (relações públicas) perfeito!”.
« Última modificação: 2017-09-19 13:37:00 por Batman »
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Re: Suiça
« Responder #88 em: 2017-09-19 13:38:20 »
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SUÍÇA - Notas de 500 euros em sanitas: suspeitas apontam para duas espanholas

Observador.pt - HÁ 2 HORAS

O aparecimento de vários maços de notas de 500 euros nas sanitas de Genebra deixou o ministério público suíço intrigado. As primeiras suspeitas apontam para duas mulheres espanholas.

O primeiro caso de sanitas entupidas aconteceu no banco suíço UBS

O Ministério Público da Suíça abriu uma investigação ao caso das notas de 500 euros que apareceram a entupir sanitas no centro de Genebra. Várias centenas de maços de notas foram encontradas despedaçadas, primeiro nas sanitas do banco suíço UBS, e depois em vários restaurantes na zona.

O banco UBS tem caixas privadas onde clientes de todo o mundo podem guardar todo o tipo de objetos – inclusive maços de notas. E as suspeitas apontam para que tenha sido tudo feito dentro da instituição bancária. A polícia suíça ainda desconhece o montante total envolvido, bem como a identidade de quem se terá tentado livrar daquele dinheiro, ou de onde esse dinheiro provém.

As suspeitas apontam para duas mulheres espanholas, cuja identidade não foi revelada. Sabe-se apenas que tinham uma conta no banco UBS. O Banco Central Europeu decidiu deixar de produzir e emitir notas de 500 euros em 2016 para evitar facilitar atividades ilícitas como o branqueamento de capitais e falsificação de notas.

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Re: Suiça
« Responder #89 em: 2017-09-27 17:10:01 »
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Nas urnas, suíços rejeitam reforma da previdência

Em referendo, quase 53% do país disse 'não' a aumento de idade de aposentadoria e mais impostos, mesmo com promessa de um aumento da pensão.

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,na-suica-eleitores-rejeitam-elevar-idade-da-aposentadoria-das-mulheres-para-65-anos,70002014249
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Camarada Neo-Liberal

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Re: Suiça
« Responder #90 em: 2017-09-27 18:09:57 »
o sistema suico em portugal teria piada de ver, mas o mais provavel era o pessoal votar-se dinheiro ate rebentar o pais :)
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Re: Suiça
« Responder #91 em: 2018-06-09 11:50:06 »
Os suiços este Domingo vão votar se devem acabar com as reservas fraccionais ou não. Se o sim ganhasse (por enquanto está abaixo nas sondagens) era uma coisa brutal.
https://observador.pt/especiais/suicos-decidem-em-referendo-os-bancos-devem-continuar-a-criar-dinheiro-a-partir-do-nada/

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Re: Suiça
« Responder #92 em: 2018-06-11 09:32:07 »
Não tem a ver com isto, mas fica a minha questão.

Tenho uma carta de condução "das antigas", em papel rosa com uma foto tipo passe colada há mais de 20 anos. Posso conduzir na Suiça com isso? Alguém sabe? Estou a contar ir lá no final de julho e alugar carro, mas tenho essa dúvida.

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Re: Suiça
« Responder #93 em: 2018-06-11 13:51:28 »
Os suiços este Domingo vão votar se devem acabar com as reservas fraccionais ou não. Se o sim ganhasse (por enquanto está abaixo nas sondagens) era uma coisa brutal.
https://observador.pt/especiais/suicos-decidem-em-referendo-os-bancos-devem-continuar-a-criar-dinheiro-a-partir-do-nada/

o sistema fraccional nao existe, o que existe eh criar dinheiro do nada

a suica eh daqueles paises que pode ter uma crise financeira devido aos excessos de credito imobiliario
« Última modificação: 2018-06-11 13:52:19 por Camarada Neo-Liberal »
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Re: Suiça
« Responder #94 em: 2018-06-11 13:56:10 »
O referendo do Vollgeld quer acabar com o que se chama de “sistema de reserva fracionária”, algo de que boa parte dos cidadãos não tem consciência mas que é absolutamente basilar para a forma como os bancos e as economias funcionam. Diz-se que os bancos criam “dinheiro a partir do nada” porque, quando os bancos recebem depósitos, existe um mínimo regulamentar de reservas — o rácio de reservas, que varia conforme o país ou zona monetária — e podem emprestar o resto, aumentando dessa forma a massa monetária de forma espontânea.

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isto esta tudo errado, a unica coisa que limita a criacao de dinheiro eh o capital do banco e nao as reversas
« Última modificação: 2018-06-11 13:56:38 por Camarada Neo-Liberal »
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Automek

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Re: Suiça
« Responder #95 em: 2018-06-11 14:55:34 »
É a reserva fraccional que permite criar novos assets e, como tal, cumprir o rácio de solvabilidade.

O banco recebe um depósito de 1.000€. Deposita 80€ no BCE e empresta 920€. A massa monetária aumentou 920€.
Neste momento há um cliente com um depósito de 1.000€ e outro com um depósito de 920€. Foram criados 920€ "do nada".

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Re: Suiça
« Responder #96 em: 2018-06-11 15:33:43 »
É a reserva fraccional que permite criar novos assets e, como tal, cumprir o rácio de solvabilidade.

O banco recebe um depósito de 1.000€. Deposita 80€ no BCE e empresta 920€. A massa monetária aumentou 920€.
Neste momento há um cliente com um depósito de 1.000€ e outro com um depósito de 920€. Foram criados 920€ "do nada".

nao, isso nao funciona assim. eh um mito alimentado pelo curso de economia/financas.
o proprio banco de inglaterra ja reconheceu que isso esta errado num paper que eu aqui coloquei ha uns anos

na realidade os 1000 sao criados literalmente do nada e so o capital limita a capacidade de emprestimo
os depositos aumentam as reversas que depois tem um papel no mercado interbancario/liquidez mas nao afectam a capacidade de emprestar
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Re: Suiça
« Responder #97 em: 2018-06-11 15:35:41 »
https://www.bankofengland.co.uk/quarterly-bulletin/2014/q1/money-creation-in-the-modern-economy

os seja os bancos imprimem dinheiro tipo banco central

nao admira que seja tao facil ter bolhas, nao eh ?
« Última modificação: 2018-06-11 15:37:45 por Camarada Neo-Liberal »
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Batman

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Re: Suiça
« Responder #98 em: 2018-10-26 22:01:43 »
.....um bom "descanso"....para os "stressados" do mercado....e da vida....eh.eh.... :P

http://www.liboson.ch/fr/index.html

....apesar de "velhinho"....ainda debita ideias interessantes....eh.eh... ::)

http://pages.rts.ch/espace-2/programmes/comme-il-vous-plaira/3295860-paul-du-marchie-van-voorthuysen-philosophe.html
« Última modificação: 2018-10-26 22:10:48 por Batman »
qu'on nous prenne au sérieux...eh,..eh...

vbm

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Re: Suiça
« Responder #99 em: 2018-10-26 23:41:17 »
É a reserva fraccional que permite criar novos assets e, como tal, cumprir o rácio de solvabilidade.

O banco recebe um depósito de 1.000€. Deposita 80€ no BCE e empresta 920€. A massa monetária aumentou 920€.
Neste momento há um cliente com um depósito de 1.000€ e outro com um depósito de 920€. Foram criados 920€ "do nada".

nao, isso nao funciona assim. eh um mito alimentado pelo curso de economia/financas.
o proprio banco de inglaterra ja reconheceu que isso esta errado num paper que eu aqui coloquei ha uns anos

na realidade os 1000 sao criados literalmente do nada e so o capital limita a capacidade de emprestimo
os depositos aumentam as reversas que depois tem um papel no mercado interbancario/liquidez mas nao afectam a capacidade de emprestar

Podias explicar melhor,
ou voltar a explicar.