Os fundadores da Google foram dados pelo Financial Times como sendo os “homens do ano”. Isso é a coisa mais próxima do “Beijo da morte” (Kiss of death) que existe principalmente quando acontece numa empresa com uma avaliação elevada (ainda que admitidamente seja uma empresa excelente). Assim, em algum ponto a Google pode ser nomeada para entrar no S&P500 e isso deverá provocar um rally nas suas acções, mas no final do ano de 2006 a Google provavelmente estará abaixo de onde está hoje ($430.93)
As Telecoms Europeias vão subir
As Telecoms Europeias, nomeadamente a Deutsche Telekom e France Telecom, estão neste momento incrivelmente baratas tanto em absoluto (EV/EBITDAs de 5, EV/FCF < 10, Dividend yields acima de 4%, etc), como em termos relativos (face ao mercado). É de esperar que essa situação não se mantenha até porque cada ano que passa estas empresas geram mais cash, abatem mais dívida, e tornam-se mais baratas ainda (mesmo sem que a cotação não desça). A Deutsche Telekom está a 14.02 Euros neste momento, e a France Telecom a 20.98 Euros)
A Verizon (VZ) vai subir
Pelas mesmas razões das telecoms europeias, a Verizon deverá subir. A história do declínio da telecom fixa é algo de antigo e a verdade é que o “bolo” cresce, além de estar extremamente barato (em termos absolutos e relativos). A Verizon (VZ) está neste momento a $30.48 e tem um dividend yield de 5.3%.
A Amazon vai cair
A Amazon transacciona a um PER previsto superior a 50 ao mesmo tempo que as suas margens e resultados diminuem. Adicionalmente, o seu crescimento está a abrandar, e os custos de distribuição estão a ser afectados pela subida dos combustíveis. E por fim, os retalhistas tradicionais como a Wal Mart estão rapidamente a ganhar terreno no mundo online. Tudo isto conspira para que no final de 2006 a Amazon esteja abaixo de onde está hoje ($49.22).
A Economia americana vai abrandar, ou mesmo entrar em recessão.
A subida de taxas de juro (com efeitos retardados no tempo), o arrefecimento do mercado imobiliário (principal razão para a expansão do crédito que alimenta a economia), a insustentabilidade do déficit externo dos EUA e o sobreendividamento das famílias devem alimentar um abrandamento considerável da economia norte-americana, ou mesmo uma recessão.
A Economia Portuguesa vai entrar em recessão
Os mesmos factores que afectam os EUA curiosamente afectam Portugal. Adicionalmente, temos um Estado-monstro que para manter a sua dimensão resolveu taxar de forma ainda mais pesada a economia privada. Tudo isso deve ser suficiente para manter Portugal estagnado, ou mesmo para forçar uma recessão.
O Dólar vai cair
O déficit externo dos EUA voltará a importar para os mercados, já que a insustentabildiade do crescimento e da dimensão deste déficit é cada vez mais evidente. (como referência, o EUR/USD está neste momento a 1.1850)
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