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Porquê um campeonato de investimento com dinheiro real?



O sector financeiro em Portugal é aquele que maiores taxas de crescimento tem apresentado, num país que, paradoxalmente, enfrenta as dificuldades que conhecemos em quase todos os sectores. No mercado de capitais, contudo, o panorama não é o mesmo do restante sector financeiro. Esta é uma actividade cíclica, marcada pelo evoluir dos preços e essencialmente pela escassez de promotores das virtudes do investimento. Por promotores, entenda-se pessoas capazes de ganhar dinheiro para si mesmas nos mercados e também capazes de fazer boas recomendações para os outros.


Não se trata de reinventar o negócio porque ele está inventado há muito tempo, mas trata-se de o revelar às pessoas e valorizar as virtudes do investimento face aos prazeres mais imediatistas do consumo.


A supervisão do mercado tem a noção dos novos desafios e a preocupação permanente de assegurar uma maior transparência a todos os níveis, sobretudo ao nível do conhecimento do risco do investimento e da capacidade de gestão.


A qualidade da gestão de activos e do aconselhamento é o grande desafio que se impõe ao sector privado em Portugal, que precisa de inovação, de empreendedorismo e de integridade.


Um campeonato de investimento com dinheiro real separa o trigo do joio, identifica quem está nesta actividade por paixão e de forma transparente, revela talentos, incentiva os mais confiantes a iniciarem-se na actividade, produz um track record oficial que dá tranquilidade a qualquer potencial investidor, cria uma nova geração de gestores e de analistas, que vai estar sob escrutínio público.


Porquê uma corretora independente como promotora da iniciativa?


Todo o sector ligado ao mercado de capitais está dominado pelas grandes instituições financeiras, que se relacionam com os clientes com base na sua imagem de marca e que promovem agora as marcas de terceiros.


Infelizmente, as carteiras de investimentos não são geridas pelas marcas, mas por pessoas, com estratégias, conhecimentos, receios, vaidades, como todas as pessoas.

 

Muitos bancos preocupam-se em identificar os melhores hedge funds espalhados pelo mundo. Visitam-nos, falam com o respectivo gestor, olham-no nos olhos, procuram conhecer estratégias e sistemas, para depois, eventualmente, inclui-lo na sua gama de produtos para venda. Também aqui, como noutros sectores da economia, se importa o produto já acabado, não havendo valor acrescentado nacional.Não está claro se se está a referir à importação do gestor ou à integração do fundo no portfólio dos bancos!!! O que a DIF Broker e o Semanário Económico pretendem saber é se existem valores portugueses capazes de competir com os internacionais. É que, no fundo, iniciar-se na actividade de trader requer apenas know how, confiança e relativamente pouco dinheiro.

 

É do interesse de todos uma revitalização dos pequenos operadores, dos consultores autónomos, dos analistas, porque eles são os garantes de um sã e livre concorrência.

 

Esta competição não é um jogo nem pode ser interpretada como tal. Os jogos de bolsa cumprem a sua função de atraírem novos participantes para o mercado, permitindo que alguns ha7bitués brilhem.

 

O TOP TRADER não pretende atrair novos participantes para o mercado, antes se pretende que os interessados acompanhem o evoluir das carteiras daqueles que são mais conhecedores e aprendam com as suas estratégias e as suas metodologias.


Com este Campeonato, a DIF Broker e o Semanário Económico criam o benchmark que faltava em Portugal e as condições para um novo olhar sobre o binómio poupança-investimento.

 

 

Paulo Pinto, DIF Broker


Artigo no SE de 2 Setembro 2005


Nota do Thinkfn.com: O acesso a esta competição está disponível na Homepage do Thinkfn.com com um icone próprio. Também existe um Fórum próprio para esta competição (Fórum Top Trader).

 

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